O cara é um gênio da química, trabalhou para a DEA (a agência de combate às drogas norte-americana) e já criou mais de 200 tipos diferentes de substâncias lisérgicas. Esse é o doutor Alexander Shulgin, conhecido mundialmente como o inventor do ecstasy, a popular “droga do amor”.
Antes de fazer a alegria de dez entre dez frequentadores de raves, Shulgin era um pacato professor universitário. Até que em 1967 conheceu a substância MDMA. Inicialmente, a idéia era usá-la por conta de seu potencial terapêutico. E foi pensando nisso que em 1976, a partir do MDMA, ele criou o ecstasy. Recebido com entusiasmo pela comunidade acadêmica, ele levou dez anos para sair dos laboratórios de pesquisa para as ruas, tornando-se assim a droga-símbolo da geração que cresceu com as raves e a música eletrônica.
Essa é a história do documentário Dirty Pictures. No filme, Alexander Shulgin contra como criou o ecstasy, os seus dias de trabalho no DEA, o seu desgosto ao ver a droga sendo vendida por traficantes, os testes que realiza em si mesmo e em sua esposa e até como a própria agência para a qual trabalhava lhe colocou em cana em um processo que lhe custou a sua licença de trabalho.
Dirty Pictures estréia dia 13 de março no festival SXSW, realizado anualmente no Texas, e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.